Três territórios, uma estratégia

Entrevista a Hermínio Rodrigues, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste

Três territórios, uma estratégia
Região & Território
Foto: Autoria própria

"Uma região mais atrativa para viver, trabalhar e investir", Hermínio Rodrigues, Presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste

Qual considera ser o principal contributo da sua Comunidade Intermunicipal para o desenvolvimento económico e territorial da região?

A Comunidade Intermunicipal tem contribuído para afirmar o Oeste como uma região mais coesa, inovadora e competitiva, através de uma forte articulação entre municípios e da promoção de projetos nas áreas da mobilidade, inovação, sustentabilidade e valorização do território. Destacam-se iniciativas como o Smart Region e o Passe M, que reforçam a qualidade de vida, a coesão territorial e a modernização da região.

Que projetos estruturantes ou investimentos estratégicos destacaria atualmente no seu território?

Entre os principais projetos estratégicos destacam-se o Passe M, o Oeste Smart Region e o escritório da OVT em Bruxelas, focados na inovação, mobilidade e desenvolvimento sustentável do território.

De que forma a nova NUT II Oeste e Vale do Tejo poderá constituir uma oportunidade para os municípios, nomeadamente ao nível da captação de investimento?

A nova NUT II Oeste e Vale do Tejo representa uma oportunidade para reforçar a competitividade da região, aumentar a capacidade de captação de investimento e fortalecer a cooperação entre territórios, criando uma região mais atrativa para viver, trabalhar e investir, já que temos mais setores que nos unem do que aqueles que nos separam.

Quais são, atualmente, os principais desafios da região em termos de competitividade, inovação e coesão territorial?

Os principais desafios passam pela qualificação de pessoas, atração de talento, melhoria das acessibilidades, aceleração da inovação e digitalização e reforço da coesão territorial, garantindo desenvolvimento equilibrado e sustentável em toda a região.

Que visão estratégica considera essencial para afirmar o Oeste e Vale do Tejo como uma região mais competitiva e atrativa nos próximos anos?

A região deve apostar numa estratégia assente na inovação, sustentabilidade, qualificação e cooperação entre municípios, empresas e instituições, valorizando setores estratégicos e promovendo um desenvolvimento inclusivo e competitivo, nunca esquecendo o papel fulcral do ensino para cumprir estes objetivos.

Que mensagem gostaria de deixar aos empresários, investidores e à NERSANT?

Temos hoje no Oeste e Vale do Tejo uma região cada vez mais preparada para liderar o futuro, afirmando-se como um território de excelência para viver, investir, inovar, e criar valor. Com qualidade de vida, capacidade empresarial, espírito de cooperação e uma localização estratégica, a região posiciona-se como uma alternativa sólida e altamente atrativa às áreas metropolitanas mais saturadas, reunindo condições únicas para acolher famílias, empresas, talento e novos investimentos.

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