Na sessão do Lançamento dos Avisos para a Apresentação de Manifestações de Interesse pelas Instituições de Ensino Superior, em Lisboa, o Primeiro-Ministro, António Costa, referiu que estes programas representam três características muito importantes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR): serão executados em rede e em parceria, no terreno, pelos diferentes agentes sociais, e não apenas dirigido à Administração Pública; são extraordinários aos fundos comunitários correntes, designadamente ao Portugal 2020 e ao Portugal 2030; e, finalmente, destinam-se a uma transformação estrutural do país, com produção de resultados ao longo das próximas décadas, através da aquisição de formações “que vamos proporcionar, seja aos jovens, seja aos adultos”.
Referindo-se às qualificações como “o maior défice estrutural do país” e que “se tem traduzido em tudo, designadamente no nível de produtividade das empresas", o Primeiro-Ministro disse que "nunca teríamos tido os níveis de ciência que temos hoje se não tivéssemos começado a investir seriamente na universalização do ensino", nem “nunca teríamos tido o nível de produtividade acrescida das empresas" e da sua internacionalização, "se não tivéssemos investido nessa capacidade de desenvolver o nosso sistema científico e tecnológico”.
"Hoje temos aqui a oportunidade de ir mais longe, de ir mais rápido nesta estratégia", acrescentou.
O Programa "Impulso Jovens STEAM" visa promover e apoiar iniciativas orientadas exclusivamente para aumentar a graduação superior de jovens em áreas de ciências, tecnologias, engenharias, artes e matemática (STEAM - Science, Technology, Engineering, Arts and Mathmatics), em consonância com as novas necessidades do mercado de trabalho.
O Programa "Impulso Adultos", por sua vez, tem por objetivo reforçar e diversificar a formação pós-secundária, garantindo respetivamente a reconversão e atualização de competências através do desenvolvimento de soluções de qualificação flexíveis.
PRR deverá acrescentar 22 mil milhões de euros à economia até 2026
O Ministro de Estado e das Finanças, João Leão, afirmou que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) deverá acrescentar “mais 22 mil milhões de euros à economia" até 2026 e que o PIB potencial, no final de 2025, deverá situar-se 3,5% acima do nível que se teria verificado num cenário sem PPR.
Salientando a "recuperação forte e rápida" da economia portuguesa prevista para este ano e para o próximo (4,8% e 5,6%, respetivamente, segundo o Banco de Portugal), o Ministro afirmou que este cenário "apenas é possível" porque o Governo "não poupou nos apoios à economia, através de uma proteção abrangente das empresas e do emprego", permitindo assim “preservar a capacidade produtiva das empresas" durante a crise pandémica.
João Leão relembrou que, desde o início da pandemia da Covid-19, "os apoios extraordinários às empresas e às famílias, a fundo perdido, já atingiram cerca de 7 mil milhões de euros, dos quais 5 mil milhões de euros dirigidos às empresas".

