O que a levou a inscrever-se na Pós-Graduação em Sucessão de Empresas Familiares?
Eu sou uma pessoa que gosto muito de estar informada e de saber de várias matérias, e quando vejo que não tenho formação suficiente para um determinado tema, gosto de ir à procura dessa mesma formação. Por isso mesmo, esta formação "caiu como uma luva", porque não me lembro de ter ouvido alguma vez esta questão ser abordada em pós-graduações ou outro tipo de formações. Achei que deveria fazer porque nós, por vezes, andamos aqui muito enredados no dia-a-dia e acaba por nos escapar algumas questões importantes e para as quais nem sempre estamos despertos.
Quais eram as suas expectativas antes de iniciar o curso e em que medida foram (ou não) superadas?
Claro que as expectativas eram elevadas e uma pessoa está sempre à espera que nos tragam algumas soluções para os problemas que temos internamente - e sobre os quais nem sempre sabemos como agir. Por isso, considero que as minhas expectativas quando me inscrevi foram sim superadas.
Como avalia o modelo de aprendizagem, que combina sessões presenciais e à distância, casos práticos e momentos de networking?
O acompanhamento com outros colegas - mesmo que não tivessem sido empresários da mesma área que eu, mas uma vez que têm também eles empresas familiares - foi dos aspetos mais fundamentais, o tal networking. Acabei por perceber e identificar que problemas rodam basicamente à volta das mesmas questões. Então, só isso já foi uma mais-valia para esta formação e para uma pessoa às vezes também sentir e pensar: "não sou só a única que tem este ou aquele problema".
Quais foram os conhecimentos ou competências mais relevantes que adquiriu ao longo da formação?
Assim mais concretamente, há duas ou três coisas que foram essenciais. A parte financeira, que nós às vezes não ligamos, (aquela parte mais teórica) mas que depois nos ajuda no dia-a-dia empresarial. Para além disso, também posso enumerar a parte do Marketing . Às vezes estamos um bocadinho esquecidos da sua importância e um dos professores focou bastante nessa área. Outra questão foi a parte legal da empresa, que também teve um grande foco bem grande.
De que forma é que já conseguiu ou pensa vir a conseguir aplicar esses conhecimentos que aprendeu na realidade profissional da sua empresa familiar?
Penso um bocadinho mais na sucessão, na próxima geração. Eu tenho dois filhos, possivelmente deverão vir para a empresa - ou não, isso agora é lá eles - (risos). Mas, já tendo esta formação, eu sei o que é que se deve fazer e o que é que não se deve fazer. E isso é muito importante, porque não é correto chegar mesmo até ao final da minha vida e deixar os filhos com problemas. Se eu já os conseguir identificar antecipadamente, consigo deixar as coisas organizadas e aí vai facilitar também um bocadinho depois a gestão da empresa e da propriedade. Foi uma coisa que também aprendemos, uma coisa é a gestão e outra coisa é a propriedade.
Como é que avalia o modelo de aprendizagem que combinou posições presenciais e à distância?
Eu sou uma pessoa muito do presencial, principalmente no que toca depois ao networking que se faz entre colegas. Mas, por um lado, às vezes também é bom ter o online para certas matérias que não são tão práticas. Agora, é sempre preferível ter uma componente maior de presencial relativamente à online. Nesse aspeto, o Marketing penso que poderia ter sido mais presencial do que online.
Como descreve a sua experiência ao longo do programa (formadores, conteúdos, colegas, instituição de ensino)?
Eu acho que correu tudo muito bem. O grupo de colegas foi fantástico. Tivemos um bom relacionamento. A formação no ISLA correu muito bem. É um espaço agradável e onde conseguimos estar à vontade. É bem localizado, tem estacionamentos. Os professores foram fantásticos, ajudaram-nos sempre nas áreas em que nós tínhamos mais dificuldades. O curso está estruturado para a generalidade das empresas familiares e depois cada um de nós adapta à sua realidade. Fez-me refletir acerca de como tinha a minha empresa estruturada. Sublinho, por exemplo, a questão do Plano do Protocolo Familiar, que me despertou para uma realidade distante do meu quotidiano de gestão, mas que é efetivamente fundamental.
Que mensagem de recomendação futura gostaria de deixar para os para os candidatos que à 2ª edição da pós-graduação?
Gostaria de sublinhar que aprender é sempre muito, muito importante. Como já disse, nós às vezes não estamos despertos para determinadas temáticas que realmente são fundamentais e que fazem toda a diferença. Por isso mesmo, devemos sempre ter disposição para aprender - qualquer que seja a matéria.

